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Arquitetura e Vinho

ARQUITETURA DO VINHO

O que a Arquitetura tem a ver com Vinho?
Esta é uma pergunta recorrente e que faz muito sentido.
Afinal, o vinho é um produto que desde muito tempo tem sua imagem associada ao local onde foi produzido. Uma prova disto é que todos temos em nossa memória os rótulos com rudimentares imagens de “chateaux” franceses, entre vinhedos, como melhor forma de identificar regiões e terroir. Em algum momento se fez obrigatório a presença de uma imagem de vinícola, mesmo que inventada; e um nome francês para assegurar lugar no mercado.

Destaco aqui quatro motivos para se pensar em ARQUITETURA quando o assunto é VINHO:

1. IDENTIDADE : o vínculo do produto VINHO com seu lugar de elaboração sempre foi muito forte . O Enoturismo cresceu no mundo todo e diferenciar seus espaços e características regionais reforçará a memória de quem conhecer a Vinícola. Cenário gerando experiências e identidade.

2. CONDIÇÕES AMBIENTAIS: por outro lado, e aqui abordamos a origem deste vínculo, o VINHO é um produto que tem suas manhas, suas exigências muito particulares. Ele, o VINHO, quer temperatura estável e adequada a sua elaboração. Ele gosta de pouca luz. Ele precisa de tempo e espaço para evoluir. Se possível, silêncio e nada de trepidações. Só aqui já temos um conjunto de exigências que nos levam a planejar os espaços onde será produzido.

3. FUNCIONALIDADE: Ainda mais: se tratando de um processo complexo, a elaboração do Vinho exige uma linearidade, uma lógica que faça entrar uva em uma ponta e sair caixas com garrafas em outra. Com fluidez e agilidade. O que acontece no meio do caminho tem tudo a ver com a qualidade deste produto. Quanto menos conflito de atividades se estabelecer no processo, tanto melhor será o resultado.

4. LEGISLAÇÃO : há um conjunto de normativas que nos dizem, se tratando de um produto consumível, quais as condições adequadas para evitar contaminações. E é preciso estar atendo para poder certificar o produto, obter licenças, produzir sem traumas. Normas técnicas que dizem respeito a áreas, alturas, materiais adequados, visando a adequada condição de produção. Este conjunto de Normas estabelece as condições sem as quais os produtores não podem comercializar seus Vinhos.

Tudo isto pode ser puro encantamento, transformado em matéria, forma e experiência.

As diversas regiões vitivinícolas do mundo que já despertaram para utilizar a Arquitetura como força de imagem o fizeram com maestria e é obrigatório que  os produtores de vinho no Brasil dediquem tempo e importância ao tema. O prédio e seus complementos onde elaboram seus vinhos lembram uma fábrica ou têm a força capaz de consolidar sua marca junto aos consumidores? Quem visita as instalações consegue perceber os atributos que seus vinhos pretendem oferecer a quem os consome?

As respostas a essas e outras questões similares podem representar um risco ou uma oportunidade para o negócio.

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